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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Dominus Praelli e Apokalyptic Raids em Rio Branco

Confirmada a presença de Dominus Praelli e Apokalyptic Raids em Rio Branco dia 25 de setembro de 2010, em breve mais informações através da Dream Cry Produções.
http://www.myspace.com/dominuspraelii
http://www.myspace.com/apokalypticraids
http://www.felizmetal.blogspot.com/

ReVamp - ReVamp

Por Pedro Kirsten

Após o fim do After Forever, em 2009, a vocalista Floor Jansen já deixava claro que pretendia montar uma nova banda o mais rápido possível. No final do ano foi revelado o nome da tal banda: ReVamp (renovar em inglês). A banda acaba de lançar seu álbum auto intitulado. Também participam do álbum o ex-tecladista do After Forever, Joost Van Den Broek, Waldemar Sorychta (guitarras e baixo) e Koen Herfst (bateria), porém estes não fazem parte da formação ao vivo da banda.

Uma boa parte dos fãs de After Forever com certeza irá estranhar a sonoridade da banda nas primeiras audições. ReVamp é uma banda basicamente de Symphonic Metal, porém é mais pesado, o mesmo vale para as linhas vocais de Floor, mostrando novamente a versatilidade de sua voz. Porém, comparar as duas bandas não é a maneira correta de se avaliar e apreciar este trabalho.

Here’s My Hell e Head Up High iniciam o álbum de maneira agitada. A primeira faixa é muito boa, com guitarras pesadas e uma boa melodia de teclado, além da participação do vocalista George Oosthoek, o único ponto fraco são os vocais guturais que não se encaixam tão bem na música. A segunda foi a primeira música a ser liberada na internet, continua bem pesada, mas não é tão boa quanto a anterior e boa parte do álbum.

Sweet Curse conta com a participação especial do vocalista Russell Allen da banda Symphony X, esta é uma bela balada, uma das melhores do álbum. O álbum também conta com a participação de Björn “Speed” Strid, do Soilwork, na música In Sickness 'Till Death Do Us Part: Disdain. Inclusive todas as músicas da “trilogia” In Sickness ‘Till Death Us Part são boas, principalmente Disgraced, novamente com um bom trabalho vocal e de teclados.

Apesar do disco não possuir nenhuma música que possamos chamar de “ruim”, faixas como Fast Forward, The Trial Of Monsters e Under My Skin não são destaques.

I Lost My Self encerra o álbum com estilo, em uma bela música apenas com piano e voz.

No geral ReVamp é um bom álbum, porém não chega a ser um dos melhores trabalhos de Floor Jansen, que abandona seu estilo lírico em algumas músicas. A banda não surpreende e algumas músicas têm praticamente a mesma “pegada” deixando o disco pouco variado. Mas ainda há espaço para ótimas canções que merecem serem ouvidas.

O fato de a banda ser recém-formada deve ser levado em consideração, pois sua sonoridade ainda está ganhando forma. Talvez este álbum seja um processo de transição para os futuros trabalhos da banda, mas isso só os próximos álbuns poderão nos dizer.

Faixas:
Here's My Hell - 5:12
Head Up High - 3:32
Sweet Curse - 4:16
Million - 4:20
In Sickness 'Till Death Do Us Part: All Goodbyes Are Said - 3:32
Break - 4:06
In Sickness 'Till Death Do Us Part: Disdain - 3:32
In Sickness 'Till Death Do Us Part: Disgraced - 3:28
Kill Me With Silence - 3:56
Fast Forward - 3:57
The Trial Of Monsters - 4:20
Under My Skin - 4:07
I Lost Myself - 3:30


Spiritual Beggars: mais novidades sobre novo álbum da banda

O SPIRITUAL BEGGARS, banda sueca que conta com o guitarrista Michael Amott e o baixista Sharlee D'Angelo, ambos do Arch Enemy, além do novo vocalista Apollo Papathanasio (FIREWIND), lançará seu sétimo álbum de estúdio, "Return To Zero", na Europa em 30 de agosto, pelo selo "InsideOut Music". O sucessor do álbum "Demons", de 2005, foi gravado no estúdio Sweetspot, com o produtor Rickard Bengtsson.

"O novo álbum do Spiritual Beggars é para os meus ouvidos uma das melhores coisas que eu já fiz com essa banda e estou muito ansioso lançando este sétimo álbum de estúdio, 'Return To Zero', com a ajuda do selo InsideOut Music", disse Amott. "No fim das contas, foi meio óbvio assinar o contrato com eles, eles fizeram um ótimo trabalho com o álbum 'Demons' e no DVD 'Live Fire'. Desde então, eles se juntaram à Century Media, com a qual eu tenho uma longa e bem sucedida história. Eu já conheço um monte das pessoas que estarão envolvidas no lançamento deste álbum, e isso é bom. Eu respeito o chefe da InsideOut, Thomas Waber, por ser um verdadeiro fã de música, e pelo seu eterno entusiasmo e esforços em fazer este acordo acontecer".

Waber, da InsideOut disse: "Tivemos uma ótima experiência no álbum 'Demons' e estamos ansiosos pra trabalhar no novo também. Após todo o barulho no último ano, as coisas estão de volta aos eixos melhores do que nunca e o Spiritual Beggars sem dúvida se beneficiará disso!".

Recentemente a banda anunciou a saída do vocalista Janne "J.B." Christoffersson (Grand Magus), que foi substituído por Apollo, vocalista da banda grega, Firewind. Amott deu a seguinte declaração: "Isto vai ser uma surpresa pra maioria, mas está mutuamente decidido que, no momento, o vocalista J.B. se dedicará somente à sua própria banda. O tempo em que trabalhamos juntos foi fantástico. Continuamos grandes amigos e desejamos toda a sorte para J.B!".

A banda já tem alguns shows marcados no Japão e está marcando show também em outros locais. Um trecho de uma nova música está disponível no MySpace: http://www.myspace.com/spiritualbeggars.

Fonte: Black Funeral Fan Club

Felix Culpa - Summum Bonum


Unblack Metal... Esse termo sempre conseguirá gerar algum incômodo por motivos óbvios. Natural da Bahia e originalmente formado em 2003, o Summum Bonum (do latim: ‘supremo bem’ ou ‘alvo máximo da existência’) é, atualmente, uma típica banda-de-um-homem-só, que tem como idealizador Harim, que assim define sua proposta: ‘...banda cristã, mágica e filosófica de Dark e "Black Metal Sinfônico "com algumas influências clássicas e épicas...’.

Seu primeiro registro é este EP com quatro faixas intitulado 'Felix Culpa', cujas letras são grunhidas de forma incompreensível no bom e velho português. Apesar de todas as texturas lúgubres dos teclados em meio às (fracas) sonoridades voltadas ao Heavy Metal proporcionarem uma proposta algo abrangente, as canções ainda estão bastante cruas em termos de composição. Certamente há muitas boas idéias e melodias envolventes, mas também um monte de ajustes em vista.

Como os teclados são os responsáveis pelas sonoridades de todos os instrumentos, sente-se muito a falta de uma guitarra realmente distorcida e uma bateria mais poderosa. Outra coisa que incomoda é a discrepância entre a definição 'cristã' do Summum Bonum para com o conteúdo de suas letras. A própria "Felix Culpa" contesta claramente o ponto de vista eclesiástico sobre o tal primeiro pecado aqui na Terra. E seu ponto de vista ficou muito bacana, assim como o restante das fantasiosas letras, que se tornam o grande ponto alto por aqui.

Harim é esforçado, mas ainda não foi capaz de satisfazer suas ambições. Se persistir - e espero que persista! - poderá fazer seu nome, pois sua música possui muitos apreciadores mundo afora. Em tempo: enquanto o Summum Bonum não estreia com um disco completo, Harim já está disponibilizando para download em seu Myspace outro EP, "Um Sonho de Fantasia Nostálgica", com cinco faixas. Boa sorte ao jovem!

Contato:
http://www.summumbonum.rg3.net
http://www.myspace.com/summumbonum777

Summum Bonum - Felix Culpa
(2010 / independente - nacional)

01. Felix Culpa
02. Through Dream Dimensions
03. Bring In The Dark
04. XXI

Clan - Genocidio


Natural de São Paulo (SP), o Genocidio foi mais um dos pioneiros responsáveis pela solidificação do Heavy Metal nacional, desde que começou suas atividades lá pelos últimos anos da década de 1980. E, ainda que tenha iniciado sua discografia como uma típica banda de Death Metal, ao longo dos anos foi-se ultrapassando os limites do estilo e ampliando o leque de admiradores de sua música, que passou a contar com fãs de Hardcore, Black Metal, Gótico, Thrash e Punk.

Com uma formação estável desde 2006, que traz o fundador W. Perna (agora no baixo), Murillo L. (voz), Dennis D. (guitarra) e Fabio M. (bateria), o Genocidio apresenta em “The Clan”, seu sexto álbum, toda a liberdade de expressão que sempre ostentou. O registro está em gestação desde 2008 e seu tema retrata os diversos métodos de atuação das instituições criminosas conhecidas como Máfias.

Denso, pesadíssimo e sufocantemente obscuro, o repertório é vasto em termos de estilo, mas, salvo algumas exceções, manteem uma importante unidade em função de toda sua vibração inerente à música extrema. Há muita velocidade em "The Clan" e "Fire Rain"; algo mais complexo na excelente “Metal Barrel Wasted”, além de o pessoal mostrar sua faceta gótica na bonita “Settimia”, com a presença sempre marcante de Roger Lombardi (Goatlove). Quer mais? Que tal uma versão matadora de "Enter The Eternal Fire", do influente Bathory?

"The Clan" está sendo liberado através da Mutilation Records e honra com folgas a história do Genocidio. Com uma cuidadosa produção de Marco Nunes e co-produção de Gilberto Bressan garantindo um áudio bastante atualizado, este é um álbum com tantos atrativos que se torna indispensável para quem aprecia uma verdadeira jornada pelo Heavy Metal. Nada menos do que isso.

Contato:
http://www.genocidio.com.br
http://www.myspace.com/theclancd

Formação:
Murillo L. - voz
Dennis D. - guitarra
W.Perna - baixo
Fabio M. - bateria

Genocidio - The Clan
(2010 / Mutilation Records - nacional)

01. The Clan
02. Transatlantic Catharsis
03. Metal Barrel Wasted
04. Settimia
05. In Pain Not In Vain
06. Fire Rain
07. Worlds Asunder
08. Enter Tthe Eternal Fire (Bathory Cover)
09. The Unknown Giant
10. Thou Shalt Not Decry

Slaves Of The World - Old Man's Child

Por Ben Ami Scopinho |

Ainda que seja um importante personagem no Dimmu Borgir, o incansável norueguês e multinstrumentista Galder nunca abriu mão de continuar trabalhando paralelamente com o Old Man´s Child, que está colocando na bagagem seu sétimo álbum de estúdio desde que iniciou suas atividades em 1993. Aportando no Brasil via Shinigami Records, certamente "Slaves Of The World" chega para aumentar ainda mais o brilho que sua discografia já vem adquirindo há algum tempo.

Tendo o baterista Peter Wildoer (Pestilence, Darkane, Arch Enemy) como parceiro, Galder continua detalhista no momento de compor. Ainda que se encaixe dentro dos parâmetros do Black Metal Melódico, a cada disco o Old Man´s Child vai aperfeiçoando e aprimorando sua arte, adotando um número crescente de influências dentro do universo metálico, sendo que "Slaves Of The World" tem como ponto mais forte o trabalho das guitarras, com riffs que remetem diretamente ao Thrash Metal, além de muitas harmonias e solos incríveis.

Ainda que geralmente não tenha real foco, os teclados são utilizados com habilidade, em especial para conferir as bombásticas seções sinfônicas que, aliadas a várias passagens melancólicas, criam uma espécie de compensação para toda a singular agressividade compacta, sempre presente nos trabalhos do Old Man´s Child. O repertório é bastante consistente, em especial pela inclusão de canções como "Path Of Destruction", com belas transições acústicas que explodem em pura distorção; seguidas por "Saviours Of Doom" e as excelentes "On The Devil's Throne" e "Ferden Mot Fienden's Land".

Independente das compreensíveis comparações com o Dimmu Borgir, é fato que o Old Man´s Child possui seus méritos. E muitos, mesmo que "Slaves Of The World" esteja longe de apresentar algum tipo de inovação para o Heavy Metal. A produção é grandiosa e, embora os puristas venham a discordar, este disco simplesmente se sustenta por ser implacável em sua proposta. Indicadíssimo aos amantes do Black Metal contemporâneo!

Contato: www.myspace.com/officialoldmanschild

Formação:
Galder - voz, guitarras, baixo e teclados
Peter Wildoer - bateria

Old Man's Child - Slaves Of The World
(2009 / Century Media Records - 2010 / Shinigami Records - nacional)

01. Slaves Of The World
02. Saviours Of Doom
03. The Crimson Meadows
04. Unholy Foreign Crusade
05. Path Of Destruction
06. The Spawn Of Lost Creation
07. On The Devil's Throne
08. Ferden Mot Fienden's Land
09. Servants Of Satan's Monastery


We’re Here Because We’re Here - Anathema

Por Paulo Finatto Jr.

Desde o álbum “Eternity” (1996), o ANATHEMA vem adotando uma sonoridade diferente, com progressivas modificações ao longo do tempo. A banda, que iniciou a sua carreira com um doom metal em “Serenades” (1993), dezessete anos depois lança o seu disco mais alternativo e distante das influências mais pesadas do seu passado. “We’re Here Because We’re Here”, o novo álbum da banda inglesa, é recheado de sonoridades diversificadas e extremamente difícil de ser digerido no primeiro momento.Embora muitos fãs tenham torcido o nariz para o novo direcionamento musical do ANATHEMA, discos como “A Natural Disaster” (2003) e, sobretudo “Judgement” (1999), mostraram que era possível adotar um caminho mais melancólico e cadenciado sem abrir mão de eventuais riffs pesados e de ótimas composições. Depois de sete anos sem nenhuma novidade, os irmãos Vincent Cavanagh (vocal/guitarra), Danny Cavanagh (guitarra) e James Cavanagh (baixo), juntamente com Les Smith (teclado) e John Douglas (bateria), mostram em “We’re Here Because We’re Here” uma sonoridade bastante intensa e com referências do rock alternativo, especialmente de nomes como RADIOHEAD e SNOW PATROL. De qualquer forma, o oitavo álbum do quinteto deixa, na maioria das suas composições, as suas principais qualidades escondidas por trás de uma mistura relativamente caótica (e tão ímpar).

Entretanto, uma consideração precisa ser feita: não há como repetir a fórmula bem sucedida dos dois maiores discos do ANATHEMA – os citados “Judgement” e “A Natural Disaster” – se a banda adquire uma postura cada vez mais distante do seu primórdio doom metal. Em compensação, “We’re Here Because We’re Here” tem os seus momentos de destaque, mesmo que fuja um pouco da considerada “nova” essência mais cadenciada do grupo inglês. “Thin Air”, composição que abre o disco, é muito bem construída através de uma carga emotiva acentuada e um instrumental relativamente agressivo.

“Summer Night Horizon”, por outro lado, deixa claro que a união de tantas influências distintas – que vão da melodia do piano ao riffs acelerados – compromete o mais novo trabalho da banda. Da mesma forma, as faixas “Everything”, “Get Off, Get Out” e “Universal” repetem a falha: exageram na intensidade e acabam se tornando amontoados de barulhos e instrumentos musicais. Diferente do que pode parecer, “We’re Here Because We’re Here” possui outras músicas interessantes que, de repente, conseguem se sobrepor ao que o ANATHEMA apresenta de duvidoso no disco. Não há nenhuma intervenção necessária sobre a ótima balada “Dreaming Light” – com piano, orquestrações e violão. Com essas mesmas referências, “Angels Walk Among Us” (que traz a participação especial do vocalista Ville Valo, do HIM) mostra potencial para ser inserida entre os momentos mais destacáveis do disco, pela mistura simples entre peso e delicadeza – aqui a fórmula funcionou.

Em quase uma hora de duração, o novo álbum do grupo de Liverpool conta ainda com duas longas composições de destaque. “A Simple Mistake” e “Hindsight” – ambas com cerca de oitos minutos –, apesar de bem trabalhadas, não evidenciam aspectos musicalmente opostos (e falhos), como “Get Off, Get Out”, por exemplo. “A Simple Mistake”, que tem um início bastante cadenciado, é a faixa que melhor incorpora elementos pesados em todo o disco. O instrumental muito bem trabalho também se repete em “Hindsight”, música que fecha “We’re Here Because We’re Here” e igualmente intercala referências cadenciadas e guitarras agressivas (sem nenhuma linha de voz).

De qualquer modo, uma parcela expressiva dos fãs do ANATHEMA, que aguardaram quase dez anos por um novo registro da banda em estúdio, poderá se decepcionar com o “o mais novo” encaminhamento musical da banda. Dessa vez, não apenas por intolerância ao gênero mais cadenciado e melancólico: “We’re Here Because We’re Here”, ao contrário dos discos anteriores, exibe claramente as suas falhas em diversos momentos. Entretanto, em uma audição exaustiva e dedicada, qualquer um é capaz de encontrar os elementos que fizeram do ANATHEMA uma das maiores referências da música na década passada.

Track-list:

01. Thin Air
02. Summer Night Horizon
03. Dreaming Light
04. Everything
05. Angels Walk Among Us
06. Presence
07. A Simple Mistake
08. Get Off Get Out
09. Universal
10. Hindsight

Omen - Soulfly

Desde que deixou o SEPULTURA, Max Cavalera construiu uma carreira de pouco brilho sob o nome SOULFLY. A banda, que transitava em meio ao new metal com distintas influências tribais, dividiu fãs em discos como “Soulfly” (1998) e “3” (2002). No entanto, com o seu sétimo álbum – intitulado “Omen” – o quarteto liderado por Max mostra uma vontade de se recuperar após a sequência infeliz de registros de qualidade abaixo da media.
É verdade que Max Cavalera nunca conseguiu repetir o sucesso do SEPULTURA com o SOULFLY. A banda – que surgiu em 1997 – sempre tentou repetir a fórmula de inserir ao thrash metal influências da world music, sobretudo da música tribal presente em “Roots” (1996). Entretanto, a postura musical mais próxima ao new metal – com guitarras em afinação baixa – se tornou o ápice da discórdia entre Max e fãs brasileiros. Em 2000, o álbum “Primitive” colocou a banda em evidência nos Estados Unidos. No Brasil, por outro lado, o SOULFLY enfrentava duras críticas pela tendência não muito bem vista entre os headbangers mais tradicionais.

De qualquer modo, “Omen” não traz as modernidades musicais do passado. O disco, diferente de todos os seus seis antecessores, mostra uma banda mais preocupada em executar um metal agressivo e direto do que em buscar uma diferenciação a partir de influências inusitadas. Max Cavalera (vocal/guitarra), Marc Rizzo (guitarra), Bobby Burns (baixo) – que foi substituído ainda em 2010 por Johny Chow – e Joe Nunez (bateria) conseguiram recuperar a carreira do SOUFLY em um álbum que remete a sonoridade do quarto à década de oitenta do SEPULTURA.

Com a produção de Logan Mader (ex-guitarrista do SOULFLY e produtor de bandas como MACHINE HEAD e CAVALERA CONSPIRACY), “Omen” faz uma interessante variação entre músicas rápidas e agressivas com outras de maior elaboração e características mais arrastadas. De qualquer forma, a preocupação de construir um disco esteticamente bem trabalhado é evidente desde a primeira composição, “Bloodbath & Beyond”. Embora possa lembrar a simplicidade do Sepultura fase “Morbid Visions” (1986), essa faixa se desenrola ao longo de dois minutos com variações de andamento até então pouco exploradas pelo estilo thrash mais direito. Não há dúvidas que a proposta funciona muitíssimo bem.

“Rise the Fallen” – que conta com a participação especial do vocalista Greg Puciato (THE DILINGER ESCAPE PLAN) – mostra claramente que a proposta do SOULFLY em explorar menos a velocidade para construir riffs mais densos funciona da mesma maneira satisfatória. Com a repetição dessas características, “Lethal Injection” – que traz a voz convidada de Tommy Victor (PRONG) – possivelmente pode ser indicada a melhor composição do álbum. Embora possua uma agressividade marcante, faixas como “Kingdom” e “Off with Their Heads”, por outro lado, acabam pecando pela ausência do instrumental caprichado presente no restante de “Omen”. O disco, mesmo que exiba inegáveis qualidades, conta com momentos de pouca inspiração – mas que não chegam a comprometer o caráter redentor do material.

Com a união perfeita entre o que há de mais agressivo com os momentos mais cadenciados do álbum, “Vulture Culture” é outro possível destaque. De outro lado, “Mega-Doom” e “Counter Sabotage” repetem as mesmas fórmulas do restante de “Omen” – porém sem a mesma maestria das primeiras composições do disco – que encerra com a fraca e instrumental “Soulfly VII”. Embora perca um pouco da força com o passar de quarenta minutos, o novo CD do SOULFLY possui momentos interessantes ao ponto de ser indicado como um dos melhores registros da banda. A bagunça sonora de “Conquer” (2008) ficou enterrada no passado.

A versão ‘deluxe’ de “Omen” conta ainda com duas faixas extras: em “Refuse/Resist” (cover do SEPULTURA), Zyon Cavalera (filho de Max) assume a bateria do SOULFLY. No outro cover – “Your Life, My Life” (da extinta banda de thrash/hardcore EXCEL) – Igor Cavalera (outro filho de Max, não confundir com Iggor) assina as baquetas. De qualquer modo, a ascensão do CAVALERA CONSPIRACY deixa dúvidas sobre o futuro do SOULFLY. Uma pena – porque a banda parece ter encontrado o caminho certo em “Omen” – apesar dos poucos ajustes que precisam ser feitos em um disco seguinte.

Track-list:
01. Bloodbath & Beyond
02. Rise of the Fallen
03. Great Depression
04. Lethal Injection
05. Kingdom
06. Jeffrey Dahmer
07. Off with Their Heads
08. Vulture Culture
09. Mega-Doom
10. Counter Sabotage
11. Soulfly VII


Rammstein no Brasil: ingressos já estão à venda

Começaram neste sábado (07/08) as vendas para o primeiro show solo do Rammstein no Brasil, que ocorrerá no dia 30 de novembro em São Paulo.

Os preços dos ingressos são de R$200,00 para pista, R$220,00 para mezanino e R$300,00 para camarote, e podem ser adquiridos nos seguintes pontos de venda:

* Vendas Online: www.viafunchal.com.br
* Bilheterias: R. Funchal, 65 – Funcionamento: diariamente, das 12h00 às 22h00
* Informações e vendas: (11) 2144-5444 – De segunda a sábado, das 9h00 às 21h00.
* Newness (Livros e Revistas) – Av. Yojiro Takaoka, 4528 – Lj. 02 – La Ville Mall – Alphaville – Santana do Parnaíba
* Fujji Turismo – R. Tapajós 33C – Guarulhos – SP. Fone: (11) 2441-9272

O site www.rammsteinfan.com.br tem um guia de informações sobre o show e a compra de ingressos, para tirar as dúvidas mais comuns dos fãs.

Cradle of Filth: ingressos disponiveis para show de POA

Já etão disponiveis os ingressos para o show do Cradle Of Filth em Porto Alegre no Bar Opinião, no dia 19 de dezembro de 2010.

Os mesmos podem ser adquiridos através do site www.ticketbrasil.com.br ao valor de R$80.

Maiores informações sobre pontos de venda em breve.

Annihilation Process - Violator

Por Rafael Kuvasney

No atual momento, na atual cena de metal mundial, o que mais se faz é reclamar. Ninguém quer se arriscar a gravar algo novo, criar algo novo, mas criticar o que está sendo feito é o que mais se faz. Remando contra a maré do ostracismo, chega o Violator, com seu novo Annihilation Process. Aliás, remando contra a maré do ostracismo, do modernismo, da viadagem e da falta de coragem.

Aí virão os mais radicais e dirão que o que a banda faz nada mais é do que reciclar o thrash metal oitentista. Que isso não é ser criativo e que nada adiciona à música. Ah é? Pois faça melhor então. O Metal não tem que seguir tendências. O Metal tem que ser pesado e extremo. E é isso que o Violator faz.

Sucesso na Asia, na Europa e pouquíssimo falada no Brasil. Uma pena. Uma banda que merecia estar entre as grandes, talvez ao lado de Angra e Sepultura no cenário nacional. Pra mim, muito melhor que as duas, mas isso é outro assunto.

A banda é tão oitentista que lançou um EP. É isso mesmo, Annihilation Process é um EP com 7 faixas. Suficiente. Se todas as bandas passarem a lançar álbuns de 7 faixas com essa qualidade, eu me contentarei. Porrada do começo ao fim, guitarras fritando, bateria “peco peco peco”, vocal gritado, rasgado. Exatamente a mesma banda que lançou Chemical Assault em 2006, mas é um trabalho ainda melhor.

As influências continuam as mesmas: tudo aquilo que fez dos anos 80 a melhor época para o Metal extremo. Aliás, se alguém avisar os caras do Violator que já estamos em 2010, eu mato!

Tracklist:
1. Poisoned by Ignorance
2. Uniformity is Conformity
3. Give Destruction or Give me Death
4. Apocalypse Engine
5. Deadly Sadistic Experiments
6. Futurephobia
7. You’ll Come Back Before Dying (Executer)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Confira o historico da cerimonial sombrio do Amapá

A banda Cerimonial Sombrio aparece no Underground Amapaense (macapá) em 2005, levando uma sonoridade para o Gothic Metal, apos passar por varias formacões, a Cerimonial Sombrio atualmente encontra-se estabilziada, e com musicas influenciadas pelo Symphonic Black Metal e Gothic Doom Metal. Atualmente a banda esta preparando a sua Demo que ja está em Andamento...Cerimonial Sombrio Symphonic Gothic/Black/Doom Metal.Com vocais Femininos e Guturais cantados em ingles e portugues

Line-up

Vocal - Luana
Guitarra e Vocal - Elvis
Guitarra - Alan Harris
Baixo - Leandro
Bateria - Ronald
Teclado - Anderson Pena

Aguardem noticiais

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Confira o historico da banda cearence clamus


Em meados de março de 1999 foi formado no Estado do Ceará o Clamus, banda de Thrash/Death Metal de peculiar identidade e força sonora. Com uma formação estabilizada após algumas mudanças de integrantes, o grupo vem trilhando com muita honestidade e perseverança um lugar de reconhecimento no Underground nacional. Tendo na bagagem duas demos lançadas de excelente repercussão e participações em importantes festivais locais e nacionais, o grupo vem obtendo continuamente o reconhecimento junto ao público e à mídia especializada. Valendo ressaltar suas músicas que, além de contar com três vocalistas, apresentam letras em francês, inglês e português. Com repercussões a nível nacional, em 2006 o grupo realiza sua primeira turnê nacional que passou pelos estados do Pará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí, Bahia, Sergipe e São Paulo. Atualmente o grupo encontra-se no processo de divulgação de seu segundo álbum, intitulado Frontière, cujo conceito gira em torno das diferentes fronteiras encontradas entre os estados artificial- natural, estranheza-corriqueiro, raiva-afeto. A música “Pétrea”, que abre o álbum, foi a escolhida como o primeiro videoclipe, lançado juntamente com o disco em 2009.

Voice in the Light - Amaran's Plight


O Amaran´s Plight é um projeto que reúne alguns dos nomes mais cultuados do rock progressivo e do prog rock contemporâneos. Batem ponto na banda o vocalista DC Cooper (ex-Royal Hunt), o guitarrista Gary Wehrkamp (Shadow Gallery), o baixista Kurt Barabas (Under the Sun) e o baterista Nick D´Virgilio (Spock´s Beard). Enfim, um line-up repleto de pedigree.

As raízes do grupo datam de 1999, ano em que DC Cooper participou como vocalista convidado do álbum Tyranny, do Shadow Gallery. A experiência aproximou Cooper e Wehrkamp, e o desejo de voltar a trabalhar juntos revelou-se contante e recíproca. Depois de muitas idas e vindas, o Amaran´s Plight tomou forma em 2006 com a entrada de Barabas e D´Virgilio, e lançou em 2007 seu primeiro – e até agora único – disco, "Voice in the Light".

O som do quarteto é um prog metal coeso, sólido e maduro. A bela voz de DC Cooper soa sem exageros. As guitarras de Gary Wehrkamp despejam ricas passagens, enquanto Nick D´Virgilio mostra-se um instrumentista muito criativo e extremamente técnico – atributos que os fãs do Spock´s Beard já conheciam há tempos. Kurt Barabas, o menos badalado dos quatro, mostra ter sido a escolha certa para a banda, pois constrói intrigantes linhas de baixo que enriquecem, e muito, as composições.

Entre as músicas, merecem destaque as suítes “Incident at Haldeman´s Lake”, “Shattered Dreams” e “Revelation”, além de faixas como “Truth and Tragedy”, “Betrayed by Love”, “Turning Point” e “Viper”. É possível identificar no grupo, como era esperado, toques que lembram o Shadow Gallery, além de uma forte influência do Pink Floyd em alguns trechos.

"Voice in the Light" não é nenhuma obra-prima – está longe disso -, mas revela-se um disco muito agradável de se ouvir. Resumindo: indicado para os fãs dos músicos e suas bandas, e, principalmente, para quem gosta de boa música.

Faixas:
1.Room 316 – 1:33
2.Friends Forever – 2:56
3.Coming of Age – 4:48
4.Incident at Haldeman´s Lake – 11:34
5.Reflections Pt. I – 3:21
6.I Promise You – 2:57
7.Consummation Opus – 4:24
8.Truth and Tragedy – 2:57
9.Shattered Dreams – 13:29
10.Viper – 5:36
11.Betrayed by Love – 7:16
12.Turning Point – 4:48
13.Revelation – 13:06



End - Ermetica

Tendo sido concebido na cidade italiana de Milão em 2006, o Ermetica tem como mentor Luca Difato, multi-instrumentista que já teve experiência com bandas como Ophidian e Cultus Sanguine, além de até mesmo ter tido a oportunidade de colaborar com o famoso conterrâneo Lacuna Coil em algumas ocasiões.

Empolgado com algumas de suas composições, Difato decide gravá-las como prévia de um futuro álbum do Ermetica. O italiano encarou a gravação das vozes, guitarra, baixo e programação, contando somente com Marco Di Salvia como baterista contratado. O resultado é o single "End", com três faixas que passeiam por estilos que vão do Rock até quase chegar ao Metal, sempre tendo como base toda uma calculada melancolia do Gótico.

O destaque fica para a bonita "Timeless Secret", com arranjos de muito bom gosto. O esmero dedicado a "End" certamente visa alcançar aqueles que apreciam sonoridades modernas e mais acessíveis, típicas do mainstream. No final do dia, o Ermetica se saiu um projeto que possui muitos atributos para conquistar mais espaço entre os que se encaixam neste perfil.

Contato: www.myspace.com/ermeticaend

Formação:
Luca Difato - voz, guitarra, baixo e programação
Marco Di Salvia - bateria
Vidar - programação

Ermetica – End
(2008 / independente - importado)

01. Timeless Secret
02. Under The North Star
03. Astral Plane

He Gambled With Satan And Lost - Monster Mash

O Monster Mash tem sua origem na conturbada Brasília (DF), quando Guilherme e Yuri, ambos guitarristas do Leghacy, passaram a procurar músicos para completar a formação da nova banda. O pessoal é dedicado e rapidamente parte para as canções de sua primeira demo, que está chegando agora ao público sob o nome "He Gambled With Satan And Lost".E que beleza de demo! Heavy Metal até o talo e com um monte de influências devidamente misturadas! A base de tudo é o Thrash, mas encarando também o lado mais tradicional e ainda o mais extremo da coisa, com um senso de coesão bastante forte e energia de sobra. Além de as guitarras estarem bem acima da média em termos de demos, um ponto a se destacar aqui é a versatilidade do vocalista Lion, que se esgoela pra valer e dá um punch todo especial às canções.

Um trabalho que tem tudo para atrair as atenções de quem curte Exodus, Overkill, Metal Church das antigas e outras feras do saudoso cenário oitentista. O Monster Mash é um conjunto para se acompanhar e, com alguns ajustes para refinar seus arranjos, está pronto para estrear em um disco completo. Parabéns ao pessoal!

Contato: www.myspace.com/monstermashofficial

Formação:
João Lion - voz
Yuri Del Luca - guitarra
Guilherme ‘Air Head’ - guitarra
João Carcará - baixo
Thiago Hamilton - bateria

Monster Mash - He Gambled With Satan And Lost
(2009 / CD-Demo independente - nacional)

01. Invoction
02. Lethal Freeze
03. Powered By Devil

Festiaval de musica reune mais de 20 bandas de metal no Acre


Nesta sexta e sábado acontece mais uma edição de um dos maiores eventos da agenda heavy metal nortista: o Metal Selvagem. Serão 20 apresentações entre bandas do Acre, Rondônia e São Paulo.
O ingresso único custa R$10,00 (inteiro) e o passaporte para os dois dias R$15,00.
Podem ser comprados antecipadamente na loja Heaven And Hell, em frente à Rosas Farma do bosque e na Loja do Karioca, no Terminal Urbano, além da equipe do CROHMA credenciada.


Mais informações em: www.http://www.crohma.blogspot.com/

Decimator: Track List de "Bloodstained" e promoção no Twitter


Prestes a finalizar a produção de seu mais novo disco, "Bloodstained", os thrashers gaúchos da DECIMATOR divulgaram o track list que compõe o álbum, que segue abaixo:

1 - Banner of Terror
2 - The Observer
3 - Call to War
4 - Streams of Blood
5 - Genocide
6 - Day of Wrath
7 - Insane Orders
8 - Age of Sacrifice

"Bloodstained" marca a entrada do guitarrista Paulo Hendler (Horror Chamber), que ao lado de Leonardo Schneider(vocal), Rodrigo Weiler (), Patrícia Bressiani (baixo) e Alceu Martins (), prometem um disco matador, firmando a banda como uma das principais do estilo no RS.

Além disso, a banda anunciou que está fazendo uma promoção em seu perfil oficial no Twitter. Os seguidores da banda poderão ganhar e , como descrito abaixo:

1º - Quando a banda chegar aos 222 seguidores será sorteada uma cópia do "Killing Tendency", autografado.
2º - Quando a banda chegar aos 444 seguidores será sorteada uma cópia do CD "Killing Tendency" e uma .
3º - Quando a banda chegar aos 666 seguidores serão sorteadas duas cópias de "Bloodstained", autografados, e uma camiseta.

Para participar, basta seguir o perfil www.twitter.com/decimator_band, canal onde a banda informará todas as suas novidades em primeira mão.

Contatos:

A Banda Iekuana realiza nos dias 30 e 31 de julho, o 1º TRIBOS ROCK em Boa Vista.

O evento acontece na praça Velia Coutinho no Complexo Airton Sena bem no centro de Boa Vista. A Banda Snatch de Manaus será a convidada de honra. O grupo que já abriu shows do Sepultura e Angra e toca Metal Progressivo possuindo uma grande influência de bandas como Opeth , Tool e Lamb of God.Snatch e aceitou tocar em Boa Vista pela primeira vez.

“Nosso objetivo é levar o rock para a praça, mais próximo da população, de graça pra que todos tenham oportunidade de assistir e ver como os grupos do rock alternativo são organizados e tem potencial. O rock precisa estar próximo da população”, disse Stallyn Buckley um dos coordenadores.

Esta 1ª Edição do Tribus Rock terá muitas novidades para as bandas participantes. Cada banda terá 30 minutos de show e irão se apresentar em um palco com som e iluminação profissional.Alem disso, entre um som e outro, os grupos poderão ouvir grupos de reggee, capoeira, instrumental, e varias formas de expressao artística.

Os organizadores tem uma expectativa de público de cerca de mil pessoas. O evento tem o apoio da Folha de Boa Vista.
O Tribus Rock terá a participação de 12 (doze) bandas que estarão ocupando o palco do evento a partir de 21horas apresentando som próprio e musicas cover. Estão relacionadas para esta edição do evento as bandas
DIA 30: 174 ROCK ; HATHOR ; OSTIN ;ALT F4 ; METAMOFOSE ; INTERCEPTOR –
DIA 31: IEKUANA ; CURSED VINDICATION ;SNATCH (MANAUS) ; OLD FUNEREAL ; ARROTO DO SAPO