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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Survive: entrevista para o Curitiba Underground (AC)

Os caras vieram de Rio Branco (AC) para Curitiba com um único objetivo em mente: Tocar heavy metal

Entrevista: Alexandre Buga - Fotos: Divulgação

O Survive é uma banda que pratica uma espécie de deathcore, metalcore ou seja lá como se chama, mas é violento. Mas o que mais chama a atenção na trajetória da banda é o fato de eles terem vindo de mala e cuia da longínqua cidade de Rio Branco, capital do Acre. Conversamos com a banda sobre vários assuntos, entre eles os motivos que os trouxeram para Curitiba. Confiram o papo abaixo:

Como foi o nascimento do "Survive"?

Josélio: Nós começamos sem muita pretensão. Nem nome a banda tinha. Começamos inspirados por bandas que nós gostávamos. O Heric e o Renato tocavam em outra banda, mas na época ela estava parada e aí veio meu irmão para a outra guitarra, mas ele acabou saindo e em seu lugar veio o Renan (G), que está até hoje. A banda começou e com o tempo pegou seriedade. Aí foram surgindo os primeiros shows. A formação era só eu, o Renato (D), Heric (B) e o Max (V), só uma guitarra.

De onde é a banda?

Josélio: A banda é de Rio Branco, capital do Acre. Bem longe daqui. A cena de lá é igual a de qualquer lugar do Brasil, com muita força e muito trabalho. E os caras são doidos, porque é longe, se aqui é ruim, lá é duas vezes pior. Então o pessoal faz por amor mesmo, o cara trabalha o dia inteiro e gosta de som, veste a camisa do heavy metal. Lá acontece algo que acredito que não acontece em mais lugar nenhum: a galera é unida, sem diferenças de política, de crenças de raça... Devido a ser pequena a cidade, estão todos no mesmo barco.


Como foi sua participação no Wacken Metal Battle? E a ida para São Paulo, para participar da final de 2008?

Josélio: Quando nós participamos do Metal Batlle de 2008, foi uma grande experiência. Tivemos medo, mas ao mesmo tempo ficamos felizes de tocar em uma das maiores casas de heavy metal de São Paulo, que é o Manifesto Bar. Era um lugar que nós não conhecíamos e foi uma provação. Até então nós não tínhamos nada de maior qualidade gravado, tínhamos dois EPs, mas nada de maior qualidade. E a recepção foi muito boa, nós fomos aplaudidos, tinha muitas pessoas que nós só tínhamos visto em revistas, como o Aquiles, o Edu Falaschi, os caras do Korzus e teve o contato com Gerrard da Nuclear. Desde lá ele vem nos motivando, gerenciando, dando uns toques e está nesse namoro que possivelmente pode se concretizar. Eu acho que está mais para sim. No Metal Battle de 2010, o Gerrard falou: "Quando vocês vieram em 2008, eram uma surpresa e agora são realidade, então vocês terão que tomar algumas decisões. Não dá para um produtor bancar a sua vinda para o sul, então vocês terão que custear isso". Foi por aí que conhecemos nosso produtor, o Karim Serri e ele falava que Curitiba era um bom lugar. A primeira idéia era ir para São Paulo, só que o custo de vida, trânsito, segurança, além de que temos mais amigos aqui do que em São Paulo, então resolvemos vir para Curitiba. E corremos atrás, como toda banda deveria fazer. Nós estamos correndo atrás de um sonho. Ainda bem que temos nossas famílias para nos ajudar. Por enquanto ainda não estamos trabalhando, mas fizemos algumas economias. Todo mundo largou emprego, faculdade... O Eric tinha acabado de passar no vestibular. Mas sem a família não daria. E mesmo eles apoiando não é fácil. Mas nós viemos para Curitiba, faz um mês e vinte dias que estamos aqui, as pessoas nos acolheram muito bem, e estamos aproveitando para gastar o tempo livre que nós temos com divulgação, ir tentando conhecer o pessoal, estamos tentando "arrumar a nossa cama" por aqui, correndo atrás, enquanto temos tempo.

Quais suas principais influências musicais?

Josélio: A unanimidade aqui é o As I Lay Dying, que gostamos muito. O Max gosta mais do extremo, eu fico entre thrash e heavy, então temos gostos meio parecidos. Mas também escutamos coisas mais antigas, como Exodus, Metallica Megadeth, mas nosso som vai mais na linha do As I Lay Dying e In Flames. Nossas músicas têm elementos de thrash, death melódico e do próprio heavy metal.

Onde vocês estão morando e como estão fazendo para ensaiar e manter a banda na ativa por aqui?

Josélio: Nós pensamos muito nisso, então viemos preparados. Nós alugamos uma casa para morar, já pensando em montar nosso próprio estúdio. Porque todo o equipamento, toda a parte estrutural nós já temos. Hoje nós passamos o dia isolando a sala e tal. Nós trouxemos tudo de Rio Branco. Todo o equipamento de estúdio nós trouxemos. Nós sempre ensaiamos em lugar próprio, sempre preservamos esse lance de corrermos atrás de nossas próprias coisas. Todos nós temos bons equipamentos, equipamentos de estúdio bons para ensaiar, nós trouxemos geladeira, fogão, tudo. Uma casa montada. Foram três dias de viagem e inclusive nosso guitarrista pegou hepatite na estrada.


Sobre o CD Destroy & Revolutionize, em parceria com o governo do estado do Acre.

Josélio: Nós montamos um projeto pela lei do incentivo e o pico do projeto era o cd inteiro, mas como só saiu metade do orçamento, nós acabamos pagando metade do nosso bolso, mas foi uma grande ajuda. Foi por isso que ele saiu nesse formato SMD. O SMD é uma mídia que tem um custo muito acessível. O custo dela é metade do custo do CD normal.

Sobre o que fala o CD Destroy and Revolutionize?

Josélio: O cd todo são 11 músicas. Ele já está bem divulgado lá no norte, mas por aqui ainda é novo, aqui estamos começando do zero. A aceitação está sendo muito boa, com nota 9 em resenhas do Whiplash e Roadie Crew. As músicas falam de assuntos variados. Falam da história do Acre, do Esquadrão da Morte, da moto-serra, do cunho religioso, é basicamente isso. A curiosidade dessa gravação foi que o Max cantou com dois canais na boca; queimamos 2 amplificadores; a luz acabou no dia de gravar a guitarra; o Max ficou preso no Peru; rolaram um monte de presepadas nessa época.

Já tem contatos pra shows aqui e tem idéia de como vão fazer isso?

Josélio: Show concreto só o aniversário da Gólgota, que é dia 04 de junho. Mas já tem mais quatro datas a serem confirmadas, que ainda não podemos divulgar.

Vocês já tocaram em outros lugares do Brasil?

Josélio: Já tocamos duas vezes em São Paulo, no Acre já perdemos as contas. Manaus, Cuiabá, Porto Velho e só.

Como é o público de vocês?

Josélio: Principalmente cena independente. Devido a cena do Acre ser tão unida, nós conseguimos também entrar no meio alternativo. Então tocamos muito em Varadouro, no Grito Rock, Casarão, esses festivais fora do eixo, nós conseguimos entrar nesse meio mais alternativo. Eram festivais de 3, 4 dias. Aprendemos muito sobre logística, projeto, lei, cultura. Esses caras do alternativo, o grande trunfo deles é que eles sabem de leis, projetos, verbas, eles conseguem direto patrocínio com a Petrobrás, com a iniciativa privada, Oi. Isso foi bom, que entramos no meio do cenário alternativo mostrando o metal. O lado bom de ter tocado em muitos festivais foi isso. Porque o grande macete numa banda é saber que não é só tocar. Tocar é só um fato, mas rola muita coisa por trás. Organização, estar no lugar certo na hora certa, tocar é 20% da coisa. A administração de uma banda que é o legal. E isso a maior parte das bandas do norte não notavam. Detalhes que passam em branco, mas se o cara perceber ele consegue melhorar muito o show. A logística, observar o palco pra ver o que tem disponível, etc.


Vocês têm ligação com a cena cristã?

Max:
Desde que a banda foi formada se tocamos em um evento cristão foi muito. Eu sempre tentei mandar material da banda para os zines cristãos, mas sempre foi uma panelinha, então nós sempre nos divulgamos na cena normal. Eu acho que não existe diferença, metal é metal. Religião é outra coisa, cada um tem uma crença e sobe no palco com ela, mas tem que respeitar quem está assistindo. Nós tentamos nunca levar essas coisas para o palco. Uma coisa que não tem no Acre e que tem em todo o Brasil é esse preconceito se o cara é cristão, black metal, lá isso não existe. É uma visão idiota da coisa. Tem bandas que são cristãs e se acham melhor do que as outras só por isso. Nós já abrimos para Ratos de Porão, Korzus, Torture Squad, também tocamos com o "Camos" aqui de Curitiba na seletiva do Wacken de 2008. O metal já sofre muito preconceito dentro da sociedade, se a galera fizer separações dentro do próprio underground, vai ferrar tudo. Se tivermos que tocar no inferno vamos tocar. Até porque viemos do Acre e lá é quente pra danar. Tem estados em que a cena white metal é bem radical. Nós não fazemos questão de estar nessa cena, porque os caras acabam sendo mais radicais que os demais. O Stryper vai lançar um disco só de cover de Iron, Judas Priest, etc. Então agora eles estão na fogueira pela cena cristã. Nós sempre tivemos mais apoio da cena não-cristã do que da cena cristã.

Vocês são bem organizados em relação à banda. já sabem como vão trabalhar por aqui?

Josélio: O primeiro plano é divulgação. Nosso site saiu recentemente, é www.surviveband.com, tem o MySpace, Facebook, um monte de coisas. Esta mos mandando o cd para um monte de gente, divulgando. Lá em Rio Branco todo mundo nos conhecia. Aqui estamos começando quase do zero, porque já temos alguma bagagem. Então é começar tudo de novo, mas com mais experiência. Depois vamos terminar nosso estúdio e ensaiar muito, estar bem preparados para as oportunidades. Porque as vezes a oportunidade vem e você deixa passar, se não estiver preparado. Nos nossos shows sempre temos um banner, uma barraquinha, onde colocamos CDs pra vender, até palhetas tivemos por um tempo, adesivos...

Max: Conversando com membros de bandas de Curitiba, eles falam que o pessoal aqui não corre muito atrás, que as bandas deixam muitas oportunidades passarem. Então nós estamos aqui pra agarrar essas oportunidades. Sempre que conhecemos alguém de bandas daqui damos o nosso cd, porque estamos tendo alguma dificuldade para entrar na cena, porque temos que conhecer a galera que faz parte da cena. E estamos conhecendo. Estamos sendo muito bem recebidos e gente fria tem em todo lugar. Mas a galera que temos conhecido nos shows de metal... Assim que o estúdio estiver pronto, nós vamos abrir para as bandas ensaiarem também. Estamos com muita expectativa de tocar aqui. Eu acredito no nosso potencial.

Max: Pra finalizar, nós viemos para trabalhar com força pela cena metal de Curitiba, não viemos para criar separação, nem pra pregar, viemos para somar à cena. Nós abrimos mão de muita coisa: família, emprego, faculdade... quem tem um sonho tem que correr atrás, enquanto somos novos. Nós sempre falamos que se não der certo, nós voltamos pro Acre e seguimos com nossa vida, mas ao menos poderemos bater no peito e dizer: nós tentamos. No Acre tem muita gente com potencial e que não corre atrás. Eu acho que tem que correr atrás, porque ninguém vai correr por você. Então obrigado Curitiba, por ter nos recebido bem, Curitiba Underground, o pessoal da Gólgota, o Karim principalmente, que praticamente virou nosso pai. Nós estamos muito felizes de estar aqui, apesar do frio terrível.



Entrevista extraída da edição #17 da revista Curitiba Underground

Anonymous Hate (AP): entrevista com revelação do grind/death nacional

Postado por Christiano K.O.D.A. | Fonte: Som Extremo

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Ultimamente, quando se fala em música extrema no Brasil, a opinião dos bangers é quase sempre unânime: estamos botando pra f...!!!!!!!! Sim, já faz algum tempo que inúmeros bons grupos têm aparecido por aqui. E outro ótimo exemplo desse prolífico cenário é a ANONYMOUS HATE, excelente revelação do grind/death metal nacional. Ouçam seu mais novo trabalho, o recém-lançado “Chaotic World” (http://somextremo.blogspot.com/2011/06/anonymous-hate-chaotic-world.html), e mesmo sua demo anterior – “Worldead” (http://somextremo.blogspot.com/2011/05/anonymous-hate-worldead-promo-cd.html) – para saberem do que o Brasil é capaz.

O Blog Som Extremo (http://somextremo.blogspot.com) entrevistou por e-mail o simpático Fabrício Góes, vocalista/guitarrista do conjunto, que por sua vez é completado por... bem, ele mesmo diz logo aí abaixo.

Som Extremo: Conte um pouco da história da banda. De onde surgiu o nome ANONYMOUS HATE?

Fabrício Góes: A banda foi idealizada em 2007, mas os ensaios aconteceram somente no início de 2008, já trabalhando pesado nas composições. Começamos a gravar nosso material em 2010. Após o lançamento de nossa primeira Demo, intitulada “Worldead”, tivemos uma troca de vocalista, estabilizando o ‘line-up’ com Victor Figueiredo (vocal), Heliton Coêlho (guitarra), Fabrício Góes (guitarra/voz), Romeu Tetrus (baixo) e Alberto Martínez (bateria). Quanto ao nome, queríamos algo forte, então veio ANONYMOUS HATE, que é usado para distinguir um grande ato terrorista como o de 11 de setembro de 2001 (nota do redator: dois aviões chocaram-se contra as torres gêmeas do World Trade Center, nos Estados Unidos).

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Som Extremo: Vocês acabaram de lançar o primeiro full-length - “Chaotic World”. O que pode dizer sobre o álbum?

Góes: É um trabalho que traz uma mescla das influências de todos os membros da ANONYMOUS HATE. Tiramos força de onde não tínhamos para realizá-lo. E o resultado, até agora, acredito que tenha surpreendido a muitos, até mesmo a nós. A qualidade sonora a cargo do estúdio DaTribo foi um importante fator para o bom resultado deste trabalho.

Som Extremo: E falando nisso, “Chaotic World”, assim como o promo CD “Worldead”, passaram pelas mãos do Ciero (Da Tribo Studio), talvez o mais competente profissional do ramo no país, em se tratando de música extrema. Como foi a experiência?

Góes: O Ciero, junto com o DaTribo Studio, são referência pro estilo não só aqui no Brasil... Sem dúvida alguma foi uma experiência muito boa para a banda e ajudou a mostrar as nossas ideias de uma forma bem profissional e com extrema qualidade!

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Som Extremo: Esse novo álbum e o promo CD estão fazendo muito burburinho no underground nacional. Já começa a sentir o peso da responsabilidade?

Góes: Apesar de termos ciência da boa recepção de nosso trabalho, nos mantemos serenos e com os pés no chão. Ainda há muito que se fazer, e continuaremos seguindo nossa batalha com o mesmo suor de sempre.

Som Extremo: As letras de vocês falam de forma inteligente sobre os problemas sócio-políticos do Brasil e do mundo. Como funciona o processo de composição? Já pensaram em fazer uma versão de “Brazil Massacreland” em português?

Góes: Temos letras bem variadas. Elas surgem de forma bem natural, abordando sempre algo que reflete na vida humana... “Brazil Massacreland” em português é algo que nunca havia passado por nossas mentes, mas que pode ser pensado, quem sabe no próximo CD... (risos).

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Som Extremo: A sonoridade de vocês, assim como as citadas letras, são mais grind do que death. Concordam com isso? Quais as influências da ANONYMOUS HATE?

Góes: Sim, temos uma tendência natural de ir pro lado mais Grind. Cada membro da banda tem as suas próprias influências, mas de um modo geral, todos nós ouvimos bandas como Morbid Angel, Krisiun, Behemoth, Vader, Napalm Death, Nephasth, Terrorizer, Deicide, enfim... uma “porrada” de bandas! (risos)

Som Extremo: Agora, além da divulgação de “Chaotic World”, já existem outros planos futuros para a banda?

Góes: Sim, além de estarmos batalhando com a divulgação do álbum “Chaotic World” junto com os parceiros do LAB 6 & Malignant-Art, já estamos trabalhando pesado em cima de novas composições, aguardem! (risos)

Som Extremo: Quais as maiores dificuldades em levar adiante uma banda extrema no Brasil? Vindos do Amapá, que aparentemente não tem tradição no som extremo, as dificuldades são maiores? Aliás, como é a cena underground aí? Existem outras boas bandas por esses lados?

Góes: Sem dúvida, a maior dificuldade é a falta de apoio financeiro e de pessoal. Já tivemos muitas dificuldades quanto à nossa localização, pois fica muito caro sair e entrar aqui no estado do Amapá, já que não existe uma ligação rodoviária com o restante do país. O cenário underground amapaense ainda é relativamente pequeno, mas temos verdadeiros bangers por aqui e boas bandas também, dentre as quais podemos citar Balzabouth, Arsenyum, Carnnyvale, Hidrah, entre outras...

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Som Extremo: Comparando a qualidade das bandas underground daqui com as gringas, como você vê a evolução do cenário no Brasil, de modo geral? Acha que hoje ainda existem muitas bandas tupiniquins copiando as internacionais, ou atualmente a maioria já têm suas próprias características?

Góes: Aí está uma questão bilateral da nossa realidade. Saindo do Brasil, você pode notar que existem bandas brasileiras aclamadas no exterior, mas aqui dentro são desrespeitadas continuamente, essas mesmas que vão lá pra fora e sentem orgulho em ser brasileiros. São bandas que deveriam ser patrimônio do cenário headbanger do Brasil, muitas originais e de bom trabalho. Porém, por uma questão de proporção, temos em nosso país muitas bandas de reconhecimento nacional e que não fazem honra sua repercussão. Há bandas que são tão parecidas que, mesmo trocando de músicos, ou de cidade, todas elas parecem ser uma só. Mas de modo geral, o cenário brasileiro, assim como o próprio país, é surpreendente. Já imaginou se não pudéssemos desfrutar de novidades como Lacerated And Carbonized, Vomepotro e outros talentos que surgem a todo o momento nossa terra fértil?

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Som Extremo: O blog agradece a entrevista. Gostaria de deixar mais algumas palavras?

Góes: Gostaríamos de agradecer a você, Christiano / Blog Som Extremo, pelo espaço que nos foi dado, e a todos os que vêm acompanhando nosso trampo, pois de alguma forma estão sempre nos dando uma força... Aos interessados em conhecer um pouco e/ou adquirir o CD “Chaotic World”, é só entrar em contato:
Email/MSN: anonymous.hate@hotmail.com
http://www.myspace.com/anonymoushateap
http://www.facebook.com/group.php?gid=157759200913931
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=100813725

Primeira publicação matéria original: Som Extremo

Segunda publicação : whiplash.net

Terceira publicação: extreme union.blogspot.com

sexta-feira, 17 de junho de 2011

WARPATH | SÃO LUIS-MA

BLIND GUARDIAN | INFORMAÇÕES SOBRE INGRESSOS


Fonte: http://whiplash.net
Os ingressos de estudantes para o show do Blind Guardian em São Luís serão vendidos nesta sexta (03/06) no Let It Beer pelos seguintes valores: R$75,00 pista e R$100,00 camarote com front stage.
Os ingressos podem ser adquiridos nos cartões de crédito VISA e MASTERCARD e a vista. Quem for de outro Estado ou outra cidade e quer garantir a meia, será utilizado o mesmo sistema dos shows do Scorpions e Doro, depósito identificado; os ingressos serão enviados via carta registrada sem taxa de conveniência. Não serão vendidas meia-entradas no site.

As pessoas que quiserem garantir a venda de meia dessa forma envie e-mail para lamparinafilmes@gmail.com e reserve o seu ingresso.

MORTOS DISPONIBILIZA 2º DEMO PARA DOWNLOAD

A banda maranhense de Death Metal MORTOS está disponibilizando sua 2º Demo ‘Homo Homini Lupus’ para download gratuito. Segundo a banda, essa é uma forma de agradecer o apoio dos Bangers ao longo do tempo e divulgar a nova mixagem, que melhorou bastante a qualidade do som, que já se encontra com o processo de remaster/remix do André Mattos do Vertigo estúdio(Anubis, Warpath..entre outras).

clique AQUI para fazer o download




MORTOS | MYSPACE
http://www.myspace.com/mortosdeath

A banda de power metal paulista se apresentará em São Luís no dia 9 DE JULHO na @LetItBeer_slz

segunda-feira, 23 de maio de 2011

1° Deadthrash Assault - PI

Acre Metal Battle


O festival WACKEN OPEN AIR, que acontece anualmente na cidade de Wacken (norte da Alemanha) desde 1990, chega à 22ª edição como um dos mais importantes eventos musicais ao ar livre do mundo, realizado sempre durante o verão europeu. Tomam parte do evento cerca de noventa bandas em três dias de shows, com apresentações distribuídas em três palcos simultaneamente. A crescente audiência, que chegou a um número superior a 100 mil pessoas em 2008, 2009 e 2010, é composta por visitantes de todos os continentes.


A escolha das bandas ocorre da seguinte forma:

Fase 1 – Qualificação das inscrições: Análise do material de inscrição apresentado pelas bandas. No Brasil, a indicação para a passagem das concorrentes para a Fase 2 é responsabilidade da equipe de editores e redatores da REVISTA ROADIE CREW.


Fase 2 – Eliminatórias Regionais: Seletivas regionais com apresentações de shows ao vivo das bandas escolhidas na Fase 1. Em cada sede de eliminatória regional participam 5 (cinco) bandas concorrentes.


Fase 3 – Final Nacional: Cada eliminatória regional na Fase 2 seleciona uma banda vencedora para participar da fase final que, na edição de 2011, acontecerá no mês de junho.


A avaliação das apresentações das concorrentes é feita por um corpo de jurados designados pela REVISTA ROADIE CREW. Na edição do W:O:A METAL BATTLE-BRASIL 2011 os eventos que abrigarão a competição ocorrerão entre os dias 01 de abril a 31 de maio, com realização das Seletivas Regionais. A Final Nacional será realizada na segunda quinzena de junho, no Festival Roça in Roll em Minas Gerais.

Premiação:


A banda vencedora da final da etapa nacional terá como premiação o direito de representar o Brasil no W:O:A Metal Battle, durante o festival Wacken Open Air, edição 2011, na cidade de Wacken, na Alemanha. O prêmio consiste de:


- Passagem aérea São Paulo-Hamburgo-São Paulo.

- Hospedagem de 3 noites de hotel e 3 noites de acampamento, no período de 01 a 08 de agosto de 2011.

- Translado Hamburgo-Wacken-Hamburgo



SEDES OFICIAIS DE SELETIVAS REGIONAIS DE 2007 A 2011


Norte

Rio Branco/AC

Manaus/AM

Belém/PA


Nordeste

Salvador/BA

Fortaleza/CE

João Pessoa/PB

Recife/PE


Centro-Oeste

Brasília/DF

Goiania/GO

Campo Grande/MS


Sudeste

Jacaraipe-Serra/ES

Belo Horizonte/MG

Rio de Janeiro/RJ

Campinas/SP

Ribeirão Preto/SP

Santos/SP

S J dos Campos/SP

São Paulo/SP

Varginha/MG


Sul

Curitiba/PR

Gramado/RS

Porto Alegre/RS

Biguaçu/SC

Blumenau/SC

Florianópolis/SC


AC-Rio Branco

28/05/2011

Local: Quadrilhodromo do Tucumã

Ingressos: R$ 16,00 e R$ 8,00

Bandas:


Discórdia

Fire Angel

Metal Live

Silver Cry

Suicide Spree


Que pagar meia entrada no evento? Acesse o blog www.amupac.blogspot.com e deixe seu nome na lista amiga.



www.felizmetal.blogspot.com

www.metalacre.blogspot.com

Biografia de Frank Solari


Frank Solari nasceu no dia 25 de março de 1972, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Em 1978, começou seus estudos com aulas particulares de piano. Ingressou no Curso de Extensão Musical da UFRGS em 1981. Em 1985, Frank Solari concluiu o Curso de Extensão em Piano Clássico e Teoria Musical da UFRGS. Após passar por este conhecimento clássico e teórico, iniciou de forma autodidata o estudo da guitarra elétrica. Posteriormente buscou informação técnica ouvindo todos os estilos musicais...

1972: Nasceu em Porto Alegre/RS no dia 25 de Março.
1978: Recebeu aulas particulares de piano.
Ingressou no Colégio Anchieta (P.Alegre).
1981: Ingressou no Curso de Extensão Musical da UFRGS.
1985: Concluiu o Curso de Extensão em Piano Clássico e Teoria Musical da UFRGS. Iniciou de forma autodidata o estudo da guitarra elétrica. Após passar por alguns professores locais buscou informação técnica ouvindo todos os estilos musicais.
1988: Terminou os estudos no Colégio Anchieta (P.Alegre).
1989: Compôs sua primeira música instrumental, chamada "TEXAS' ROSE". Ao lado do irmão Roger Solari e dos amigos Phillip Powell e Renato Schneider formou seu primeiro grupo instrumental. Após alguns shows na capital gaúcha interpretando músicas de "Joe Satriani", "Steve Vai", "Greg Howe" e "Tony MacAlpine" conquistou a crítica e o público locais.
1990: Com o baterista Paulo Arcari, Frank e Roger gravaram as primeiras versões das composições “TEXAS’ ROSE”, "PLAY THAT ROCK!", "GREEN EYES", "(OVERHEAD) FEELINGS", "LIFE STYLE", "FLYING MESSENGER" e "POWER". Realizou, ao lado dos guitarristas Carlos Martau e Duca Leindecker, um trabalho acústico que renovou a música instrumental em Porto Alegre, abrindo espaço para novos artistas locais.
1991: Abriu a turnê do mito BOB DYLAN no Brasil. Frank Solari na guitarra e Duca Leindecker no violão se apresentaram em Porto Alegre (Ginásio de Esportes do Internacional – “Gigantinho” – para um público superior a 10.000 pessoas), seguindo na sequencia para o Rio de Janeiro (Imperator) e duas apresentações em São Paulo (palace). Foi convidado pelo guitarrista Robertinho do Recife para dividir o palco do Auditório Araújo Vianna (P.Alegre). A convite do compositor Vitor Ramil participou do show com a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, em P. Alegre. Retornou ao Rio de Janeiro em busca de novidades. Tocou e gravou com vários músicos, entre eles o grupo “Cheiro de Vida” e o guitarrista Torcuato Mariano.
1992: Os irmãos Solari viajaram para Los Angeles (Califórnia) a fim de ampliar os conhecimentos musicais e culturais. Toda a experiência obtida até aquele momento resultou na gravação da demo-tape "L.A. TIMES". Frank Solari foi o primeiro guitarrista brasileiro a ser mencionado nas colunas de novos talentos das revistas americanas "GUITAR PLAYER"/Dez'92 (Spotlight) e "GUITAR WORLD"/Fev'93 (Hometown Heroes), recebendo significativos elogios. Ainda neste ano Frank reuniu o grupo definitivo, com ROGER SOLARI (baixo) , KIKO FREITAS (bateria), FERNANDO DO Ó (percussão), MICHEL DORFMAN (teclados) e PEDRO FIGUEIREDO (sax) e ampliou sua música.
1993: Frank e Roger tocaram com o baterista BILLY COBHAM em workshop realizado em Porto Alegre. O guitarrista ainda fez participação especial no show da banda "BARÃO VERMELHO" em P.Alegre.
1994: O primeiro cd “FRANK SOLARI”, gravado e produzido no ano anterior, chegou às lojas em Fevereiro de forma totalmente independente. Este trabalho se destacou muito por ter sua tiragem totalmente esgotada logo de início. O compositor RONALDO BASTOS relançou o cd “FRANK SOLARI” através do seu selo Dubas para o grande mercado brasileiro com distribuição da Warner Brasil. O saxofonista LEO GANDELMAN convidou Frank para participar de dois shows no Rio Grande do Sul.
1995: Ganhou os PRÊMIOS AÇORIANOS de “Melhor instrumentista em Cordas”, “Melhor Trabalho em Música Instrumental” e “Melhor Espetáculo de Música” promovidos pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre. Seguiu para uma temporada no Rio Jazz Club (RJ) com participações do baixista ARTHUR MAIA e do guitarrista TORCUATO MARIANO.
1996: Tocou em Buenos Aires (Argentina) com VITOR RAMIL e PEDRO AZNAR. Participou dos shows de inauguração da cobertura do Auditório Araújo Vianna (P.Alegre) ao lado da banda "BIXO DA SEDA". Apresentou seu show no FREE JAZZ FESTIVAL realizado na Reitoria da UFRGS em P.Alegre. Na mesma noite se apresentaram James Carter e George Clinton.
1997: Participou dos shows de BABY DO BRASIL no lançamento do cd “UM” (RJ).
Inaugurou o primeiro site oficial "Frank Solari". Apresentou-se no RS GUITAR FESTIVAL ao lado do guitarrista Stanley Jordan (P.Alegre).
1998: Apresentou-se em Cannes (França) com ZÉ GOMES, ANDRÉ GOMES e ALEX FONSECA. Apresentou-se novamente em Buenos Aires (Argentina) e também em Montevideo (Uruguay).Lançou o segundo cd “FRANK SOLARI - UM CÍRCULO MÁGICO”. Lançou o cd “TRITONE” com os guitarristas EDU ARDANUY e SERGIO BUSS. Participou do cd “GUITARRAS - Volume I” (coletânea com os guitarristas Sydnei Carvalho, Sergio Buss, Rafael Bittencourt entre outros). Participou do Livro “FIFTEEN - OS MESTRES DA GUITARRA” (livro didático com os guitarristas Mozart Mello, Tomati, Kiko Loureiro, Pollaco entre outros, produzido pelo Conservatório Souza Lima/SP).
1999: Participou do show “GUITARRA BRASIL” com PEPEU GOMES, ARMANDINHO MACEDO, ROBERTINHO DO RECIFE, CARLINHOS BROWN e LUIZ CALDAS realizado em Salvador/BA. Ganhou os PRÊMIOS AÇORIANOS de “Melhor instrumentista em Cordas” (pela segunda vez) e “Melhor Disco de Música Instrumental” pelo cd “Um Círculo Mágico” (promovido pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre). Lançou a vídeo-aula: "TÉCNICA APLICADA AO FRASEADO - VOL. I".
2000: Lançou a segunda vídeo-aula: "TÉCNICA APLICADA AO FRASEADO - VOL. II". Eleito vice-presidente da Associação Gaúcha do Disco Independente (AGADISC).
2001: Foi selecionado para participar do projeto "Cartografia Musical Brasileira" elaborado pelo Itaú Cultural. Seu trabalho foi mencionado também no projeto "Um Século de Música no RS" elaborado por Arthur de Faria. Iniciaram-se as produções do álbum "Acqua", com Kiko Freitas e Roger Solari.
2002: Gravações do terceiro cd "Acqua", com Roger Solari e Kiko Freitas. O guitarrista contou ainda com as participações especiais de Pepeu Gomes, Renato Borghetti, Frejat, André Gomes, Carlos Martau, Pedro Tagliani, Jorginho do Trompete, Michel Dorfman, Lucio Dorfman, Vitor Peixoto, Dudu Penz e Fernando do Ó.
2003: Lançamento do cd "Acqua", considerado o melhor de seus três cds. Ainda neste ano conheceu a mais nova revelação da música brasileira, o violonista Yamandú Costa e juntos realizaram um show com a Orquestra de Câmara da ULBRA.
2004 a 2005: Mudou-se para a Espanha para divulgar seu trabalho na Europa. Durante este período realizou mais de duzentas apresentações entre shows, workshops e participações especiais, divulgando sua música em entrevistas de TV e rádio. Também foi capa da revista "Guitarra Actual" (Barcelona). Ainda neste período foi contratado pela Roland Iberia, realizando demonstrações e seminários em diversas cidades espanholas, como: Madrid, Barcelona, Valência, Málaga, Sevilla, Córdoba, San Sebastian (País Basco), Palma de Mallorca, Las Palmas de Gran Canaria (Ilhas Canárias), Valladolid e Zaragoza. Em Portugal tocou em Lisboa, Porto, Coimbra e Portimão. E ainda apresentou-se nas maiores feiras de instrumentos musicais européias, como Musikmesse (Frankfurt, Alemanha), Comusica (Madrid, Espanha) e Musicalia (Lisboa, Portugal).
2006: Este ano marcou o retorno ao Brasil e o início do novo trabalho com o produtor, compositor e baixista André Gomes. Também apresentou-se no I Festival de Inverno de Porto Alegre com Pepeu Gomes.
2007: Solari assinou contrato de patrocínio com a empresa NIG, passando a utilizar em sua pedaleira os efeitos fabricados por eles. Participou do II Festival de Inverno de Porto Alegre com o flautista Plauto Cruz e o violonista Yamandu Costa. Ainda neste ano realizou com Yamandu, Renato Borghetti e Geraldo Flach um show que marcou o encontro de quatro gerações da música instrumental gaúcha. No final do ano Solari foi convidado a ser o primeiro guitarrista brasileiro a ser patrocinado pelas guitarras Paul Reed Smith.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

METAL MANIAC ATTACK ( Amapá)






Dia: Sábado (28/05)
Onde: Na Sede dos Escoteiros (no Trem),
Hora: 20:30 h
Quanto: 5 pila


Com as bandas:
Scream of Death - Thrash Metal (Castanhal-PA)
Anonymous Hate - Death Metal/Grind (Macapá-AP)
Seed Falls - Heavy Metal Progressivo (Macapá-AP)
Carnnyvalle - Thrash Metal (Macapá-AP)

Chaotic Metal - Resenha



Nada mais justo começar dando os parabéns pra Vanessa e pro Biu, que aniversariaram por esses dias, fazendo 29 e 25 anos, respectivamente (a-han), e resolveram compartilhar o presente com a galera promovendo show com várias bandas de metal nesse dia 14. Dentre as várias bandas, a grande expectativa era a Nervochaos, vinda de SP e explode num Death Metal que passeia numas influências Grind e Hardcore (nos álbuns mais antigos) e agora tá bandeando prumas pegadas mais Thrash. Dentro da nova onda do metal de fazer festa em boates, nessa aparente parceria Metal-GLBT, o show aconteceu na boate Disco Gloss. Fui com preconceito danado achando que ia encontrar algo totalmente desapropriado como é a Boate Proibidus, puro engano. O ar-condicionado realmente esfria o ambiente e tem espaço de sobra pra sentar, ficar de pé parado, banguear. fazer roda e outros comportamentos típicos (lê-se ogrices) de metaleiros.

Quanto ao evento em si, sem comentários. Todas as bandas de Macapá botaram quente, o som tava realmente decente, não tinham feixes de laser multicoloridos cegantes na nossa cara e o som mecânico entre uma banda e outra mantinha o nível de peso e agressividade que emanava das caixas de som quando as bandas tocavam. Infelizmente não deu pra ver o show de todas as bandas, quando a Amatribo tava se paramentando no palco eu vazei pra cumprir meu papel de proletário do séc. XIX e trabalhar no domingo. Aliás, minha primeira crítica, em eventos com muitas bandas tocando na mesma noite: seria muito bom começar um pouco mais cedo e organizar para que a troca de bandas não demorar taaanto quanto ontem.

Só tenho elogios pra todas as bandas que vi. A Obthus tá com formação diferente da primeira vez que vi tocar e melhorou demasiadamente, mandando os covers com muita qualidade. Seeds Falls também cresceu muito, sempre achei muito sem graça gostar de coisas melódicas no metal, mas ontem curti bastante essa galera. Amaurose é uma das grandes do Amapá, e pelo visto não vai demorar pra estar no circuito nacional, os caras tão se afinando no palco e compondo coisa que realmente preste. A estrela da noite, a Nervochaos, gerou muitas expectativas, mas infelizmente não correspondeu nem as minhas, nem as de quem eu conversei. O som é bom, não tem como negar, mas a impressão é que os caras não estavam ali. Tirando o baixista, a galera tava muito morgada MESMO, presença de palco e vontade de chamar o público “pra parada” foi quase zero (vale ressaltar que o vocal não conseguiu chegar por causa do nosso bendito sistema aéreo).

Bueno, não rolou ver tudo, mas pelo que sei todas as bandas que não vi são muito boas e o evento todo está de parabéns. Fico feliz de voltar a ver a cena tão conturbada do metal amapaense ressurgindo com muita garra e profissionalismo. Espero ansiosamente o próximo evento (acho que todos esperamos) pra poder bater cabeça, encher a cara e cair na roda (deixo os moshs pro Vitor).

Hail!


*Fotos da Amaurose, Amatribo e Obthus por Maksuel Martins
fonte: blog eu sou do norte
Todos as responsabilidade desta resenha e do autor e nao do blogger.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Banda Scream of Death de Castanhal-PA é destaque na Roadie Crew de maio/2011

Por: Elton Carlos

O Scream of Death, banda de Castanhal (68 Km da capital) tem resenha de destaque na sessão Garage Demos da revista Roadie Crew de maio/2011. O EP autointitulado foi gravado/finalizado no Vertigo Studio de André Mattos em Belém/PA, entre dezembro/2010 e janeiro/2011, e lançado oficialmente em fevereiro/2011 de forma totalmente independente.


Release oficial da banda:

A BANDA SCREAM OF DEATH INICIOU SUAS ATIVIDADES NA CIADADE DE CASTANHAL/PA EM 01/02/2008 COM THIAGO LEAL (VOCAL), ARIEL CASIMIRO (GUITARRA), JÚNIOR MATTOS (BAIXO) E CLAUDIO CAMÕES (BATERIA) COM INFLUÊNCIAS DE BANDAS COMO DEATH, SLAYER, TORTURE SQUAD, SEPULTURA, KREATOR ENTRE OUTRAS. COM POUCO MAIS DE UM ANO DE FORMAÇÃO A BANDA DECIDE COLOCAR MAIS UM GUITARRISTA, ENTRA MURILO MASTER PARA COMPLETAR O QUINTETO. ALGUNS MESES DEPOIS JÚNIOR (BAIXO) SAI DA BANDA E DÁ A VEZ PARA ALEXANDRE FERREIRA ATUAL BAIXISTA. O SCREAM OF DEATH TOMA FOCO EM MUSICAS AUTORAIS E ENTRA EM ESTÚDIO PELA PRIMEIRA VEZ EM DEZEMBRO DE 2010 E LANÇA AGORA SUA DEMO SCREAM OF DEATH. ATUALMENTE A BANDA ESTÁ FAZENDO SHOWS E GANHANDO ADMIRADORES POR ONDE PASSA. SEM PERDER TEMPO CONTINUAM TRABALHANDO PESADO EM NOVAS MÚSICAS PARA LANÇAR SEU CD OFICIAL.

www.myspace.com/screamofdeath

Download liberado pela banda:
http://www.4shared.com/file/nEOyvj3m/Scream_of_Death_2.html

FONE: 91 – 8129-5900 / 8839-5199 / 8010-6868

Kiko Loureiro: Uma explosão sonora cheia de misturas

Por Jessica G3

Foto: Jéssica Alves


Confiram aqui a entrevista exclusiva que realizada por Jessica Alves com o Kiko Loureiro, em sua passagem por Macapá. Matéria foi publicada no caderno Camarim de domingo (15/05)


Jéssica Alves

Considerado um dos melhores guitarristas brasileiros e figura carimbada no heavy metal nacional, após quase 20 anos de carreira com a banda Angra, o músico Kiko Loureiro na última quinta-feira (12) ele esteve em Macapá para a realização de um inédito show-workshop, onde quase 700 pessoas compareceram ao Teatro das Bacabeiras para acompanhar as performances e saber um pouco mais sobre sua vida, suas técnicas e conhecimentos de guitarra que o elevaram a ser eleito o melhor guitarrista do mundo pela revista japonesa “Burrn”. O evento teve clima descontraído e bem humorado respondendo a todas as dúvidas do público que estava presente e era composto não apenas por músicos, mas também por fãs do guitarrista da banda Angra.

Com a maioridade atingida ao lado de seu grupo principal, o músico paulistano já se tornou renomado internacionalmente conquistando cada vez mais fãs pelo mundo. Porém, sua veia criativa pedia por mais espaço além do Angra e acabou gerando três álbuns solos: “No Gravity”, “Universo Inverso” e “Fullblast”.

Além da banda principal e uma carreira solo, Kiko também lançou o projeto Neural Code, ao lado de Cuca Teixeira e Thiago Espírito Santo, no qual a mistura de jazz e rock fala mais alto. Além disso, o músico também colaborou com a turnê da vocalista Tarja Turunen (ex-Nightwish) pela Europa.

Em entrevista exclusiva ao caderno Camarim, ele destacou a importância que a mistura de estilos possui para o desenvolvimento da linguagem musical, além da importância do músico investir na própria composição, seu trabalho com o Angra e a carreira paralela, a qual Kiko Loureiro despeja influências brasileiras com qualidade sem soar repetitivo

Camarim – Você já imaginou um dia poder levar sua música a um local considerado distante, como Macapá, que não possui tradição em eventos de rock ou heavy metal?

Kiko Loureiro – No início de carreira não, mas com o passar dos anos sempre desejei vir a cidades do Norte do país. Acredito que até demora para que eu receba esses convites para cidades que nunca pude visitar, como Macapá. Já me apresentei e outras cidades, como Manaus, Belém, Boa Vista, Santarém e agora finalmente a capital do Amapá. E para mim esse é o lado bom de ser músico, poder viajar, conhecer lugares diferentes e levar sua musica a outras culturas

Foto: Maksuel Martins

Camarim – Você toca desde os 11 anos de idade. Qual foi o seu ponto de partida para se profissionalizar na musica?

Kiko – Profissionalização é um dos assuntos que as pessoas se perguntam bastante, especialmente os jovens na época do vestibular. Isso ocorreu comigo, pois sempre gostei de música, mas tinha muitas dúvidas. Fiz dois anos de faculdade de Biologia, enquanto tocava e articulava para seguir carreira. Também fiz por pouco tempo faculdade de Música, mas após isso, decidi continuar na Biologia e estudar música por fora. Comecei a dar aulas, tocar em bandas e até gravei uma vídeo aula. No entanto, tudo estava conspirando para eu virar músico. Estava gravando o primeiro disco do Angra e para isso, perdi algumas provas na faculdade e acabei desistindo. Investi em musica e deu tudo certo, pois estava fazendo aquilo que realmente gosto. Apesar de ser um grande esforço, sempre acreditei que poderia fazer isso

caixadesomatitude

Camarim - Todo musico em inicio de aprendizagem encontra dificuldades a medida que avança seus conhecimentos musicais. Você quando iniciou no violão e na guitarra, encontrou dificuldades? Por curiosidade, já pensou em desistir de tocar e fazer musica? Se não, o que o mais motivou a continuar?

Kiko – No início do violão, existem muitos entraves. Podem ser exercícios mais chatos, tem horas que dói o dedo. Eu era muito novo quando iniciei e também passei por essas dificuldades. Mas foi por um curto período. O que me motivou foi a paixão pela música e profissionalmente nunca pensei em largar. Larguei de dar aulas, prefiro viajar e dar workshops, pois tenho oportunidade de interagir com mais pessoas e levar técnicas musicais.

Camarim - Qual foi a importância e influencias dos estudos de estilos variados, como o jazz e a música latina para formar a sonoridade melódica pesada no Angra?

Kiko – Foram fundamentais, pois todo músico deve tem que escutar de tudo e conhecer as diferentes linguagens musicais. Outro ponto interessante é conhecer músicas éticas das diferentes regiões do mundo, de como vieram e como elas se misturam a outros estilos. Assim ele fica mais a vontade para fazer o que quer e cria o seu próprio vocabulário. Assim como um profissional que deseja ampliar seus conhecimentos, busca diferentes obras e autores, ampliando as discussões e ideias. Na música funciona assim também.

Foto: Maksuel Martins

Camarim – Então você frisa que a mistura na composição musical é importante, pois muito se diz que o rock n roll atualmente é um estilo estagnado?

Kiko - Acredito que a mistura é o principal caminho para desenvolver uma nova linguagem. Em qualquer estilo, seja rock, metal, blues ou outros, se for tocar de forma diferente, o público mais xiita irá reclamar. Lembro do Lobão na década de 80, que tocou com a bateria da Mangueira no Rock in Rio. O pessoal vaiou por ser algo diferente. Demorou muito para surgir grupos como Sepultura ou Raimundos e incorporar a identidade brasileira dentro do rock. Vai do publico também, peermitir que se misture as coisas e o artista tem que forçar para criar uma identidade, pois é ai que surgem novos conceitos na musica

Camarim - Você acredita que o seu trabalho com o Angra e sua carreira solo são destinadas a diferentes públicos?

Kiko – Existe uma intersecção entre os públicos, pois no Angra também tem muito instrumental, solos, partes mais complexas, igual que tem na minha música e assim o público da banda vai escutar o meu trabalho solo. E há o público que é fã de guitarra e conhece meu trabalho, mas não o do Angra. Apesar de ser feito de maneira distinta, há essa ligação.

Camarim - – Qual o recado que você deixa para as bandas que estão iniciando, que querem apostar no metal para seguir carreira?

Kiko - Eu digo sempre na música em geral, vale para qualquer estilo. Você tem que ter dedicação, ensaiar, ter um espírito de se é uma banda, espírito de coleguismo. Muitas vezes é o que afeta a banda. Não ter preguiça para treinar, ensaiar. Sempre procurar compor, pois ela é um exercício, uma musculação cerebral. É um jeito teu de fazer, e isso que fará a diferença da sua banda no futuro. Pois quanto mais cedo você compor, mais cedo desenvolvera a maturidade e com isso a banda cria uma identidade.

Agradeço a JV Produções, Camila Ramos (blog Eu sou do Norte), Jornal a Gazeta Ravel Amanajás e Maksuel Martins pela contribuição.